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Como fica a Nota Fiscal na Reforma Tributária para dentistas

  • Foto do escritor: sorria
    sorria
  • 24 de out.
  • 4 min de leitura

A gente sabe como é: a rotina do consultório consome 100% do seu tempo e, quando sobra um minuto, você ouve falar em "Reforma Tributária" e pensa "lá vem mais complicação". Muitos dentistas sentem que o sistema tributário é um inimigo complexo, feito para travar quem quer empreender. E agora, uma nova mudança real e imediata bate à porta: 2026.


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Você pode estar pensando: "Falta muito tempo". Mas a verdade é que,

a partir de 1º de janeiro de 2026, algo crítico muda na sua capacidade de emitir notas fiscais.

Não estamos falando de teorias; estamos falando de uma obrigação prática. A partir dessa data, todas as notas fiscais de serviço (sim, as que você emite para seus pacientes) deverão obrigatoriamente conter dois novos campos: a CBS (com alíquota de 0,9%) e o IBS (com alíquota de 0,1%). Se o seu sistema emissor não estiver atualizado para incluir esses campos, a nota simplesmente não será autorizada. Ou seja, você não consegue faturar.


Neste artigo, vamos descomplicar exatamente o que é essa mudança e por que ela é a linha de frente da sua gestão fiscal para os próximos anos. Na sorria, nossa especialidade é traduzir o "contabilês" complexo para a realidade da odontologia, e nossa metodologia já está preparada para blindar nossos parceiros dessa transição.

Vamos dar uma luz sobre o que realmente importa para você.


O fim da "nota de prefeitura": por que sua nota fiscal vai mudar?


Para entender o que vai acontecer em 2026, precisamos primeiro olhar para o caos que é o sistema atual. Hoje, o principal imposto que você, dentista, paga sobre seus serviços é o ISS (Imposto Sobre Serviços).

O ISS é um imposto municipal. Isso significa que cada uma das mais de 5.500 prefeituras no Brasil tem sua própria regra, seu próprio sistema e sua própria nota fiscal (a NFS-e, ou Nota Fiscal de Serviço eletrônica).


Se você possui clínicas em mais de uma cidade, ou mesmo se atende em municípios diferentes, você enfrenta o inimigo da burocracia na prática: precisa lidar com múltiplos cadastros, sistemas diferentes e alíquotas que variam. É complexo, toma tempo e abre margem para erros que podem gerar insegurança jurídica.


A Reforma Tributária (oficializada pela Emenda Constitucional 132/2023) foi criada para acabar com isso. A ideia central é simplificar e unificar.

Para isso, cinco impostos complexos (PIS, Cofins, ICMS e o nosso conhecido ISS) deixarão de existir e serão substituídos por dois principais, no modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado):

  1. CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): Que vai unificar os tributos federais (PIS e Cofins).

  2. IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Que vai unificar os tributos estaduais e municipais (ICMS e ISS).

Na prática, para o dentista, a grande mudança é: o ISS vai acabar e será substituído pelo IBS.

A complexidade de lidar com milhares de prefeituras será substituída por uma regra única, nacional. A "nota de prefeitura" dará lugar a uma Nota Fiscal Eletrônica padronizada para o Brasil inteiro. Parece bom, certo? E é. Mas a transição exige uma defesa estratégica.


O que são IBS e CBS? O "casal" que vai simplificar (e exigir) sua gestão


É facinho de entender. Pense nesses dois novos impostos como os substitutos que vão organizar a casa.

A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é a parte do "governo federal" na nova conta. Ela entra no lugar do PIS e da Cofins, que hoje já incidem sobre o faturamento da sua clínica (muitas vezes escondidos dentro do Simples Nacional ou na apuração do Lucro Presumido).

O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) é a grande revolução para os dentistas. Ele é a parte "estadual e municipal" e entra diretamente no lugar do ISS.

A principal vantagem é a transparência. Em vez de um emaranhado de regras, teremos um sistema único. O imposto não será mais cobrado na "origem" (onde sua clínica está registrada), mas sim no "destino" (onde o serviço é consumido, embora para serviços odontológicos presenciais isso geralmente seja o mesmo local).

O objetivo é descomplicar. No entanto, o primeiro passo dessa transição, que ocorre em 2026, não é uma simplificação, mas sim um alerta de segurança.


O "teste" de 2026: os campos obrigatórios de 0,9% e 0,1%


Aqui está o ponto de atenção que você precisa ter no radar agora, e não em 2026.

O governo definiu 2026 como o ano "teste" para o novo sistema. Embora o ISS e outros impostos ainda não tenham desaparecido completamente nesse ano (a transição total levará até 2033), o documento fiscal (a Nota Fiscal) já precisa nascer adaptado.

A partir de 1º de janeiro de 2026, todos os sistemas emissores de nota fiscal no Brasil, incluindo os de serviço odontológico, serão obrigados a destacar os campos:

  • CBS (Federal): com alíquota de 0,9%

  • IBS (Estadual/Municipal): com alíquota de 0,1%



"Mas sorria, vou pagar mais 1% de imposto?"


A princípio, não. A regra diz que esses valores destacados na nota em 2026 serão compensados com os impostos antigos (como PIS/Cofins) que você já pagaria. Ou seja, o objetivo não é aumentar a carga, mas sim testar o sistema.


Então, qual é o risco?

O risco é operacional. A regra é clara: se o contribuinte (você) não emitir a nota fiscal com esses campos preenchidos corretamente, a compensação é perdida e você será obrigado a pagar esse 1% (0,9% + 0,1%) como penalidade, além dos impostos que você já paga normalmente.

Pior do que isso: se o software que você usa para emitir suas notas não estiver atualizado até lá, ele simplesmente não conseguirá autorizar a nota fiscal. Seu faturamento fica travado.

Não é um problema de imposto; é um problema de tecnologia e antecipação. É a burocracia fiscal sendo o inimigo mais uma vez.


Por isso, na sorria, já estamos com nossa inteligência fiscal na linha de frente, garantindo que nossa metodologia e os sistemas integrados aos nossos parceiros estejam 100% prontos antes do prazo. Queremos que você passe por essa transição numa boa, focado no que realmente importa: o sorriso do seu paciente.


A gente sabe que essa mudança técnica parece distante, mas o impacto dela é direto no seu faturamento. Para isso preparamos uma análise de diagnóstico gratuita com quem entende da realidade odontológica!


 
 
 

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