Precificação odontológica e Reforma Tributária: O guia para sua clínica
- sorria

- 31 de out.
- 3 min de leitura
Você ouve falar em "Reforma Tributária" e, provavelmente, sente um misto de confusão e ansiedade. "O que vai mudar no meu consultório?", "Meus impostos vão aumentar?", "Como vou calcular o preço dos procedimentos com esse tal de IVA?". A gente sabe como é. Empreender na odontologia já envolve uma burocracia complexa, e qualquer mudança no sistema tributário parece uma nova ameaça ao seu faturamento.
Muitos dentistas, por não terem clareza sobre seus números, acabam precificando com base no "achismo" ou apenas copiando o valor do colega ao lado. Esse é um risco silencioso.
Aqui vai um alerta: A Reforma Tributária, com a criação do IVA (IBS e CBS), é o maior destravador de uma urgência: quem não souber precificar com base em custos reais agora, ficará totalmente vulnerável quando as novas regras entrarem em vigor.
Mas, numa boa? A gente está aqui para dar uma luz. Na sorria, nós não apenas entendemos de odontologia; nós entendemos de dentistas e usamos nossa especialização como um escudo fiscal. Neste guia, vamos decodificar o impacto da reforma na sua precificação e, mais importante, mostrar a metodologia para você mudar sua gestão financeira desde já.
O que a reforma tributária tem a ver com o preço da minha consulta (hoje)?
A princípio, o impacto direto da Reforma Tributária sobre o seu imposto final ainda levará alguns anos para se consolidar. A transição para o novo modelo (o IVA, dividido em IBS e CBS) será longa.
Então, por que a urgência agora?
Porque a Reforma não muda apenas quanto imposto você paga; ela muda como o imposto é calculado e percebido. O IVA é um imposto "por fora" (sobre o valor agregado), o que vai exigir uma clareza absoluta sobre sua estrutura de custos e sua margem de lucro.
O verdadeiro problema é que a maioria dos dentistas não possui essa clareza hoje. A precificação odontológica, muitas vezes, é reativa. O "inimigo" é a gestão baseada no "achismo", que ignora custos fixos, depreciação de equipamentos, impostos do Simples ou Lucro Presumido e a margem de lucro real.
Nesse sentido, a Reforma Tributária funciona como um grande alerta: ela expõe a fragilidade de quem precifica "no escuro". Se hoje, com o sistema atual (que "esconde" o imposto no faturamento bruto), a gestão já é complexa, imagine quando você precisar calcular seu preço líquido e adicionar um imposto unificado por cima?
Na sorria, usamos nossa inteligência fiscal não apenas para pagar menos impostos legalmente, mas para antecipar esses movimentos. A preparação para o futuro começa com a blindagem do presente.
O fim da precificação pelo "achismo"
Vamos ser diretos: se você define o preço do seu procedimento olhando apenas a clínica concorrente, você não está precificando. Você está apostando.
O "achismo" é o maior inimigo da lucratividade na odontologia. É tratar o consultório como um hobby caro, e não como uma empresa de alta performance.
A gente entende que a rotina clínica é pesada. O dentista quer cuidar dos pacientes, não de planilhas. Porém, ignorar seus números é a principal forma de ser "enganado" pela complexidade do sistema, pagando para trabalhar sem perceber.
Dessa forma, a precificação correta é o primeiro passo para uma gestão madura. Ela envolve entender exatamente quanto custa sua hora clínica, seus custos fixos (aluguel, salários, CRO), seus custos variáveis (materiais, impostos, comissões) e, só então, definir sua margem de lucro.
O impacto do IVA (IBS e CBS) na odontologia
A Reforma Tributária vai unificar cinco impostos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) em dois principais: a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal). Juntos, eles formam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
Hoje, a odontologia (especialmente no Simples Nacional ou Lucro Presumido) paga seus impostos com base no faturamento bruto. O IVA muda essa lógica: o imposto incidirá sobre o "valor agregado".
O ponto central de alerta é a alíquota. A alíquota unificada do IVA deve ficar alta (estimativas falam em 25% a 27%), mas setores como o de saúde (onde a odontologia se encaixa) devem ter um regime diferenciado, com alíquota reduzida.
Contudo, "reduzida" quanto? Ninguém sabe ao certo.
Nossa função na sorria é ser o seu radar. Estamos monitorando as leis complementares que definirão essas novas regras. A melhor defesa contra a insegurança jurídica é ter uma estrutura de custos tão organizada que, seja qual for a alíquota definida, sua clínica saberá exatamente como ajustar o preço de forma estratégica, sem perder lucro.
📊 A sua precificação atual está preparada para absorver o IVA? A maioria dos dentistas não sabe responder a isso. Nossa metodologia usa inteligência fiscal para descomplicar sua gestão e blindar seu faturamento.



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